quinta-feira, 5 de abril de 2012

Que ódio que dava.



Ele não tem escrúpulos. – Ela sabia disso muito bem. Mas o que incomodava era que a falta de apreço por qualquer valor humano, da boa educação e bom senso dele chegava a afetá-la. Por milhares de vezes ela pensou em encontrá-lo uma vez mais, para colocar o dedo na cara dele e falar algumas verdades... até perceber que, na verdade mesmo, o que ela queria era só encontrá-lo mais uma vez.

Havia um certo aroma de perigo nos olhos dele. Ela também sabia disso e degustava de cada lembrança. Uma criança falsa e sem alma, que beijava seu corpo com tanto fogo que a fazia acreditar que era única. E as coisas que ele fazia ela fazer... Meu Deus! Seria possível alguém ter tanta intimidade assim com mais de uma pessoa? Não... ela preferia acreditar que não.

Mas tinha. Era assim com todas. Toda vez. Chegava a ser cansativo, pois toda noite cálida era tórrida também. E isso era to-da-noi-te! Como pode alguém ter tanta paixão assim? Ele era hispânico ou latino por acaso? Pior que não. E um dia ela cansou. Desconfiou. E botou ele pra correr.

Dito e feito. Ele tinha outras. E vivia uma linda história de amor com elas. Cada uma delas. E ela? Foi vivendo de pequenos contos de amor. Um a um, com começo, meio e fim, bem definidos e cada vez mais curtos. E se lembrava da grande enciclopédia de amor e dor que viveu com ele com água na boca... e chorava... e voltava a querer vê-lo uma vez mais, para meter o dedo na cara dele e dizer algumas verdades.

Um comentário:

Pandumiel Tunmarë disse...

Piores tipos...
Melhores em todo o resto! :P